sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

GOTA (HIPERURICEMIA)

“Parte 1”

Gota: Doença crônica, não contagiosa, mas que passa pelas gerações de uma mesma família.  Hoje se estima que 2% da população mundial sofram de gota e que para cada oito homens há uma mulher com a doença.
Geralmente a doença aparece após os 35 anos de idade e ocorre devido ao acúmulo de ácido úrico no sangue, isso pode ocorrer por produção excessiva pelo organismo quanto pela deficiência da eliminação da mesma.
Mas   o      que   é      ácido        úrico?

É uma substância produzida pelo nosso organismo quando da utilização de todas as
proteínas que nós comemos na alimentação do dia-a-dia. Para ser mais simples, pode-se dizer que quando as moléculas de proteínas dos alimentos são partidas em pedaços dentro do nosso organismo para servir de energia, o que sobra de todo esse  processo é o ácido   úrico.

É normal que o ácido úrico esteja presente no sangue, mas em quantidades previstas, mas quando ocorre uma produção excessiva ou uma deficiência na sua eliminação pelo rim, a sua concentração no sangue pode aumentar demais atacando principalmente as articulações e os tecidos circundantes, provocando a gota úrica, ou os próprios rins, produzindo cálculos renais (pedras nos rins). A hiperuricemia facilita a precipitação de cristais de ácido úrico no sangue, o que resulta
em       um       ataque                        de        gota.

O tratamento é realizado para que ocorra a normalização do nível de ácido úrico e, geralmente, é feito à base de anti-inflamatórios, (tanto na forma de medicação quanto aos alimentos anti-inflamatórios) e drogas que aumentam a eliminação do ácido úrico pela urina ou que inibem a sua produção pelo organismo. Entretanto, para isso é necessário um acompanhamento médico e nutricional.

Os fatores de risco incluem obesidade, alto consumo de bebidas alcoólicas, algumas medicações anti-hipertensivas e a alta ingestão de purinas (que fazem parte das proteínas).

A doença pode ser desencadeada/iniciada a partir de algum acidente, jejum prolongado, alta ingestão de bebidas alcoólicas, alimentos ricos em purinas, estresse emocional, diabetes, anemia falciforme ou doença renal crônica.

Contudo, entre os fatores que desencadeiam a crise, o mais importante é a alimentação.

A restrição rígida de alimentos contendo purinas geralmente é recomendada no estágio agudo da doença, sendo que durante o estágio intermediário das crises, o tratamento dietético para pacientes que se mantém medicados visa uma dieta normal adequada. É recomendada alta ingestão de líquidos (importante: ÁGUA), para evitar problemas nos rins.


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

ACNE

Muitas pessoas perguntam se não existe alguma receita ou alimento que acabe com as famosas espinhas (acne), acredito que com uma alimentação saudável e com ingestão de no mínimo 2 litros de água/dia, consigam obter resultados positivos ao longo do tempo, mas não esquecendo que há diversas razões ou motivos para o aparecimento das mesmas, como os hormônios, por exemplo, a idade propícia é a adolescência, mas muitas pessoas, principalmente  as mulheres continuam com sérios problemas de pele na fase adulta, por isso sempre é bom consultar um médico especialista, dermatologista, pois cada caso é um caso e merece atenção para ser avaliado conforme necessidade. Devido a isso resolvi falar um pouco sobre o assunto.

Segundo o dicionário Aurélio: "Dermatose causada por inflamação de folículos pilosos, consequente a retenção de secreção sebácea".
É uma doença de pele que acomete algumas áreas do corpo (rosto, peito, costas). Com o intuito de reduzir a atividade das glândulas sebáceas, a dieta deverá ser feita através de nutrientes anti-inflamatórios.
Segue algumas dicas:

Dar preferência aos alimentos fontes de:
  • Isoflavonas: farinha de soja, grão de soja, tofu (o estrógeno reduz atividade das glândulas sebáceas);
  • Zinco: carnes, ovos, nozes, leite (baixo teor de gordura);
  • Selênio: pão integral, aveia, castanha de caju (reduzem formação de radicais livres responsáveis pela inflamação da acne);
  • Antioxidantes:
  • Vitamina C: laranja, acerola, kiwi, goiaba, mamão, salsinha, pimentão verde;
  • Vitamina E: semente de girassol e oleaginosas;
  • Vitamina A: cenoura, abóbora, couve, espinafre;
  • Ácido pantotênico (para o adequado metabolismo dos ácidos graxos, impedindo a hipersecreção sebácea): semente de girassol, cogumelos, salmão, fígado de galinha e farinha de soja;
  • Anti-inflamatório:
  • W-3 (ômega 3): peixes gordos: salmão, sardinha, atum e folhosos verde-escuros;
  • Antioxidantes e Anti-inflamatório:
  • Monoinsaturados: abacate, azeite de oliva extra virgem, óleo de canola;
Caso faça uso do fármaco Isotretiona (com orientação médica)
  • Fonte de cálcio: leite e derivados, ovos, brócolis, couve-flor;
  • Vitamina D: óleo de fígado de bacalhau, margarina, manteiga e peixes;
Sugestão de suco:
  • 2 fatias de abacaxi
  • 1/2 pepino
  • 1/2 maçã sem semente (estimula secreções digestivas, fonte de antioxidantes)
  • Bater tudo no liquidificador e consumir em seguida.
Alimentos a serem evitados:
  • Alergênicos: frutos do mar, chocolate, castanhas, suínos e enlatados;
  • Alimentos que levam a dislipidemias (aumento do colesterol) fonte de gordura saturada: leite integral, manteiga, embutidos, óleo de coco, bacon, carnes gordas e açúcares simples: bolos, doces, balas, biscoitos recheados, refrescos, refrigerantes;
  • Excesso de W-6 (ômega 6): óleo de milho, de girassol e de soja. (são pró-inflamatório);
  • Consumir mais de 1 copo de leite integral/dia;

Serviu como base de consulta o livro:
Manual de nutrição clínica. Para atendimento ambulatorial do adulto. Editora Vozes 11ªEdição
Autoras: Leila Sicupira C. de Souza Leão/Maria do Carmo R. Gomes

    domingo, 19 de fevereiro de 2012

    Olá!!

    Olá pessoal agradeço pela visita no meu blog, estou atualizando, pois fiquei 7 meses sem utilizá-lo, logo publicarei novos textos, estou selecionando alguns, peço para que me ajudem a divulgá-lo, não só o blog mas meu contato também, ofereço meus serviços como nutricionista.
    Obrigada,

    Elaine Cristina A. L. Rosa
    Nutricionista/Personal Diet

    terça-feira, 5 de julho de 2011

    Treinamento para Manipuladores de alimentos

    Muitas práticas inadequadas que ocorrem durante o processamento de alimentos, permitem contaminações, pela sobrevivência e pela multiplicação de microrganismos patogênicos
    Uma forma de garantir que isto não aconteça, é implantando programas de Boas Práticas de Fabricação (BPF), promovendo a segurança alimentar aos consumidores, de modo eficaz e eficiente no controle das Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs)
    As doenças transmitidas por alimentos (DTAs) são causadas por agentes biológicos, químicos ou físicos, os quais penetram no organismo humano pela ingestão de água ou alimentos contaminados. Estes alimentos aparentemente são normais, apresentando odor e sabor normais e, como o consumidor não está devidamente esclarecido ou consciente dos perigos envolvidos, não consegue identificar qual alimento poderia estar contaminado em suas últimas refeições. Sendo assim, torna–se difícil rastrear os alimentos responsáveis pelas toxinfecções ocorridas
    A higiene do ambiente e as condições do local da cozinha podem contribuir decisivamente para a manutenção da qualidade original dos alimentos, podendo atuar como fonte de contaminação e/ou condições ambientais que agem como coadjuvantes no processo de contaminação e deterioração dos alimentos. Os manipuladores de alimentos possuem importância fundamental na higiene e sanidade dos alimentos
    Dados epidemiológicos indicam que a contaminação cruzada durante o preparo dos alimentos contribui notavelmente para a ocorrência de doenças transmitidas por alimentos, e para garantir que o alimento está microbiologicamente seguros, tanto os manipuladores e os alimentos precisam ser continuamente monitorados (Gilling et al., 2001)
    A produção comercial dos alimentos vendidos nas ruas é constituída por um pequeno número de operações, mas este processo crítico pode levar à introdução de microrganismos ou a proliferação de outros já existentes. As possíveis fontes de contaminação microbiana têm sido identificadas como tratamento anti-higiênico; matérias-primas; higienização inadequada das máquinas utilizadas para cortar os
    alimentos, facas, superfícies de contato, roupas e mãos manipuladores, e a contaminação pelo ar
    Em relação á temperatura, os microrganismos prejudiciais à saúde podem se multiplicar em temperaturas entre 5ºC a 60ºC (chamada zona de perigo), preferencialmente em torno de 37ºC, temperatura comum durante o verão, a maioria dos alimentos contém umidade suficiente para a multiplicação dos microorganismos
    Os utensílios segundo a legislação CVS – 6 de 10/03/1999 devem ser lavados manualmente ou à máquina, estando bem conservados, sem crosta, limpos e sem resíduos. Após a lavagem e desinfecção devem ser armazenados de forma ordenada e protegidos contra sujidades e insetos
    O treinamento dos manipuladores é um fator de preocupação nas empresas produtoras de alimentos e refeições que vêm investindo no aperfeiçoamento de técnicas que assegurem a obtenção de alimentos com qualidade higiênico-sanitária
    A educação e o treinamento são uma das melhores alternativas para garantir qualidade à alimentação servida, pois otimiza a execução de tarefas segundo as BPF. Atualmente os treinamentos para manipuladores são fundamentados neste conceito

    Introdução de pesquisa científica e treinamento aplicado para funcionários de UPR em Osasco.
    Elaine Cristina A. L. Rosa e Cintia Favarim
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    terça-feira, 5 de abril de 2011

    ÔMEGA 3 E ÔMEGA 6



    Estudos feitos com populações de esquimós, consumidores regulares de peixes gordurosos, demonstraram baixa ocorrência de casos de doenças cardíacas. Atribuiu-se, portanto, à sua alimentação uma proteção aos fatores de risco de doenças cardiovasculares. Isto se deve, principalmente, à presença dos ácidos graxos essenciais de cadeia longa ômega 3 e 6 nos peixes, que são considerados alimentos funcionais.
    Benefícios da ingestão de Ômega 3 e 6, sobre os fatores de risco de doenças e sobre o corpo humano:

    Atuam sobre a pressão sanguínea;
    Atuam sobre o nível de triglicérides e colesterol;
    Ajudam a reduzir danos vasculares, evitando a formação de coágulos (trombose) e de depósitos de gordura (aterosclerose);
    Conferem à pele maciez e aspecto aveludado, além de proteção a infecções;
    Regulam a temperatura do corpo e a perda de água;
    Atuam sobre o sistema imunológico;
    Proporcionam benefícios sobre a síndrome menstrual.

    Atualmente, encontramos no mercado uma grande variedade de produtos enriquecidos com ômega 3 como leites e ovos, por exemplo. Mas além destes temos uma grande variedade de fontes naturais desse ácido graxo:

    Peixes como atum, anchova, carpa, arenque, salmão e sardinha;
    Frutos do Mar;
    Óleo de canola.

    Como fontes de ômega 6, podemos citar:

    Sementes oleaginosas;
    Óleo de milho, girassol e soja.

    Gorduras: saiba como consumir
    Não é só porque algumas gorduras podem trazer benefícios que você pode sair por aí devorando estes alimentos. A FAO/OMS - Food and Agriculture Organization/ Organização Mundial de Saúde - recomenda que o valor calórico total diário (VCT) seja distribuído segundo as seguintes proporções:

    Carboidratos - pães, biscoitos, cereais e batatas - 50-60% do VCT;
    Proteínas - carnes, leite e leguminosas - 10-15% do VCT;
    Gorduras - óleos e gorduras puros ou contidos nos alimentos - 20-25% do VCT.

    Ao consumir gorduras, prefira o consumo de gorduras monoinsaturadas (azeite de oliva, abacate e amendoim), pois estas reduzem o LDL ("colesterol ruim"). Entre aquelas que são fontes de ômega 3 e 6 (óleos vegetais, nozes, peixes e frutos do mar) o consumo deve limitar-se a 10% do VCT, pois assim garantimos seus benefícios e evitamos o excesso, que pode reduzir a ação do HDL ("colesterol bom") e dificultar a coagulação sangüínea. As gorduras saturadas devem representar menos de 10% do VCT, por causa de seu efeito sobre as artérias. Esse tipo de gordura encontra-se nas carnes, no leite integral e seus derivados. Por último estão as gorduras do tipo trans, presentes nas margarinas, frituras e biscoitos amanteigados, estas devem ser evitadas, uma vez que seu consumo está associado com o aumento de colesterol e com o risco de doenças cardíacas.